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9.1.09

ano novo, blog novo, para a Livros de Areia



A Livros de Areia, apresenta nova e renovada casa, na montra da bloggosfera.
Parabéns e boa continuação!

30.9.08

bicicletas-centouros costumam encontrar emprego como verdadeiros ambulantes. 



aqui apresento mais uma das muitas ilustrações que fiz para o livro de, Rhys Hughes, A Sereia de Curitiba, editado pela Livros de Areia.
Faz hoje um ano que a sereia, canta nas bancas.

11.1.08

/// valter hugo mãe mergulha com "A Sereia de Curitiba"

Aqui está o texto escrito por valter hugo mãe, sobre o livro A Sereia de Curitiba, publicado em Dezembro 2007 - Janeiro 2008 nas páginas de literatura 48 e 49, da Revista Bimensal de Tendências e Guia Cultural "DIF" Número 54. (pode descarregar esta edição em PDF aqui)


"Uma Sereia na Literatura em Português

Este livro de Rhys Hughes, o segundo do autor em Portugal, foi escrito originalmente em inglês mas com o fito de ser comercializado apenas em português. A tradução de Safaa Dib reveste-se, assim, de uma responsabilidade fulcral. Concebendo o autor este conjunto de pequenos contos para o público do português, procura-se com esta versão, e por natureza, optimizar esse elemento chave de todo o projecto: apagar o inglês e surpreendentemente partir como que do zero com a nossa tão inusitada língua.

Depois do excelente Uma Nova História Universal da Infâmia, também com a chancela da Livros de Areia, o volume A Sereia de Curitiba traz Hughes numa recolha do que nos parecem ideias para algo maior, aqui coligidas sob a égide do português para tantas vezes se ligar ao imaginário da lusofonia; desde logo, por apelar a lugares, como o evocado no título, ou como Lisboa e Madeira, ou por aludir a figuras muito características, como Hermínia Silva ou Fernando Pessoa.

Dizemos que estes textos coligem ideias para algo maior uma vez que, existindo embora uma circularidade de temas ou referências que, aqui e acolá, nos fornecem a sensação de uma mesma
tonalidade de narrativa que perpassa por todos os trechos, o que mais se manifesta é a habilidade de construir um labirinto, numa permissividade fantasista sem limites, que nos convence de que muitas das coisas estão por completar, pela necessidade de se realizarem plenamente mas, sobretudo, pela vontade que temos de saber mais, ou de, enfim, nos ser oferecido mais sobre determinadas passagens que nos agarram entusiasticamente.
Estamos perante um jogo ao jeito de Jorge Luis Borges e, até certo ponto, por causa de Jorge Luis Borges. Na verdade, o argentino deixou de parte a sereia quando escreveu o Livro dos Seres Imaginários, por opção ou esquecimento, e o que Hughes faz é voltar a reclamar para essa figura, metade mulher, metade peixe, o lugar eterno da perigosa encantadora dos homens.

O texto sobre o texto, como já há muito se não acreditaria voltar a fazer, ganha de novo sentido aqui. Isso acontece com sucesso por se revelar despido, ou seja, sem a pose filosofal de outros tempos, antes servindo de ironia taxativa, como se expondo e ironizando, um pouco por todo o lado, as intrincadas opções técnicas da escrita. Exemplar no que respeita à desconstrução do texto, também no sentido de apelar a Borges e ultrapassar toda a solenidade de outrora na criação literária, é o conto «Falsa alvorada de Papagaios», a encerrar o livro (antes ainda
de uma estranha secção de notas e de um epílogo esquisito):
«No centro desta história, encontrámos estas palavras: / No centro desta história, encontrámos estas palavras: / No centro desta história, encontrámos estas palavras… / Ainda bem que esse irritante truque literário não aconteceu!» (pag. 137).

Para uma ainda maior abrangência, Rhys Hughes pode deitar mão de um expediente novecentista e fazê-lo funcionar como já não parecia possível, criando um diálogo directo com o leitor que, levado ao extremo no conto «Cultos da Carga na Ilha do Beijo Picante», consegue criar momentos de excelência quando se ficciona a entrada do leitor no livro e este desata a falar, nada agradado com ser chamado ao paraíso em que vive o narrador:
«E chega deste disparate de “querido leitor”. Não há nada de querido sobre mim. Tenciono ser reles a partir de agora, o mais reles possível que conseguir ser, e isso é uma outra forma como tenciono arruinar o vosso paraíso vistoso.».

É por um fragmentário e voraz caminho que vamos sabendo sobre personagens que se desdobram em fantásticas situações, passando sempre por um certo absurdo que, as mais das vezes, conduz a um humor aberto. Para uma contemporaneidade ainda capaz de revisitar com novidade os grandes mitos, Rhys Hughes prova que a literatura será sempre intemporal, quando menos se espera obrigando-nos a acreditar em tudo o que já havíamos esquecido, para esplendor máximo de Borges, mas também de outros, sem dúvida, como Ítalo Calvino, um dos mais geniais escritores do século vinte.

Uma palavra para a Livros de Areia que, juntamente com a Tinta da China, me parece dos projectos editoriais melhor tabelados dos surgidos nos últimos anos. Com um catálogo irrepreensível, as suas edições são levadas a cabo com uma qualidade extrema, sendo marcada a aposta num design gráfico pouco comum entre nós, que passa pela utilização de caracteres particularmente grandes em títulos e pela proliferação de ilustrações. Nesta obra de Rhys Hughes podemos apreciar o trabalho do ilustrador Paulo Barros (vejam-no em barrospaulo.blogspot.com), um artista obrigatório; na página 140 encontrarão a imagem desta belíssima bicicleta-centauro que mostra melhor o que vos digo.

No blogue da editora (livrosdeareia.blogspot. com) encontrarão um pequeno manual de leitura de A Sereia de Curitiba e, se este é coisa de não perder, o manual também não está mal, e servirá de uma bela porta para o universo descomplicado, mas sério, da editora, que espero possam todos descobrir."




Aqui está outro dos desenhos que fiz e pequeno excerto tirado de um dos contos deste húmido e quente livro

“Como vêem, a Pedra quebra a Tesoura, mas também esmaga a Nuvem de Chuva, a Tesoura corta o Papel mas também o fusível do pau de Dinamite, a Dinamite rebenta com a Pedra em pedaços, mas também dispersa a Nuvem de Chuva com ondas de choque, a Nuvem de Chuva enferruja a Tesoura, mas também torna o Papel molhado, e o Papel ainda continua a ocultar a Pedra, mas agora também se torna uma carta de reclamação às autoridades sobre o dono da Dinamite, que é subsequentemente preso. “

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+)
obrigado à editora Livros de Areia por querer casar os meus desenho com este livro:)
obrigado ao "galau" do Rhys Hughes
abraço e sorriso ;) ao valter hugo mãe por participar com mais este ingrediente
e a todas as belas sereias que nos fazem.

17.11.07

/// hoje no Diário de Noticias
"Uma mulher que é metade peixe e outras fabulosas bizarrias"






Numa altura em que a globalização económica e cultural parece cada vez mais imparável, a tendência da maior parte dos criadores é para se expressarem em inglês, língua dominante e passaporte de acesso aos mercados com extensão planetária. Alguém lembrar--se de inverter essa tendência, ainda por cima quando o idioma de Shakespeare é a sua língua materna, pode parecer absurdo. Mas é isso que acaba de acontecer com Rhys Hughes, um autor galês muito ligado ao universo da literatura fantástica, que escreveu A Sereia de Curitiba, um "pequeno livro de histórias interligadas", a pensar exclusivamente na publicação em língua portuguesa.

Resumindo: por vontade expressa de Hughes e para boa fortuna da editora Livros de Areia, estes oito contos só existem assim, traduzidos por Safaa Dib. Ou seja, enquanto "variação" de um original que "nunca será visto". Soa borgesiano? Não é por acaso. Jorge Luis Borges, o mestre argentino dos contos eruditos e labirínticos, está no topo do panteão literário de Hughes, um pouco acima de outros experimentadores dos limites ficcionais, como Italo Calvino, Milorad Pavic ou Donald Barthelme.

E tanto assim é que a primeira obra que Hughes editou em português, já na Livros de Areia, foi Uma Nova História Universal da Infâmia (2006), magnífica homenagem que replica a estrutura de um dos mais importantes livros de Borges, sem se ficar pelo mero epigonismo, antes aplicando o seu estilo delirante e o seu humor absurdo às formas criadas pelo autor de O Aleph.

Curiosamente, o ponto de partida deste novo livro continua ligado a Borges, ao compensar uma falha imperdoável do Livro dos Seres Imaginários, em que o escritor argentino se esqueceu de incluir (ou não quis incluir) a sereia, esse mítico ser híbrido - metade mulher, metade peixe -, que leva os homens à loucura com o seu canto.

A sereia de Hughes vive em Curitiba, alvoroçada com a folia do Carnaval, e é mais uma musa frágil do que uma pérfida sedutora. Com os seus "cabelos ondulados", transtorna emocionalmente um Viajante de imaginação fácil e dá o mote a uma série de aventuras maiores do que a vida, em que tudo pode acontecer, desde viagens à Lua (onde os tritões passam a vida a observar o que se passa cá em baixo, através de telescópios cujas lentes encaixam nas crateras) até fugas mar adentro em cima de uma colher com nove metros.

Há também histórias sobre piratas e sobre os boémios tristonhos de Swansea, parábolas engenhosas (Horizonte Eterno), jogos de pura deriva surrealista (Falsa Alvorada de Papagaios), deliciosas narrativas de registo nonsense (Tudo para Nada e Regresso a Zenda), além de um conto genial, Cultos da carga na Ilha do Beijo Picante, que dinamita as fronteiras narrativas e engole literalmente um leitor que simboliza todos os leitores.

Neste livro, Hughes quis ser uma espécie de oitocentista pós-moderno, um Júlio Verne que só escrevesse durante trips de LSD. O resultado é tão bizarro quanto fascinante.

José Mario Silva


30.10.07

/// A Sereia de Curitiba já cá canta




Aqui está uma imagem, da apresentação do livro, A Sereia de Curitiba na FNAC do Colombo, com a presença de José Mário Silva, que com a escolha das suas palavras, introduziu umas notas sobre o escritor. Pedro Marques como porta-voz e representante/sócio da jovem e fresca editora, Livros de Areia, (ver também site Livros de Areia) que também deixou uns agradecimentos para a concepção e cozedura da reunião das pessoas necessárias para este livro . E claro, também o esperado e bem humorado escritor do livro, Rhys Hughes, que com a sua simpática pronuncia gaulesa, tentou ler um pequeno excerto do livro em português, criando assim um ambiente de boa disposição. Concluiu de seguida com um dos contos que preparou para o livro, em Inglês, colocando assim um splash para a liberdade. No final houve momentos e espaço para quem quisesse um autógrafo do Rhys Hughes. :)

26.10.07

/// "Os rumores indicam que dois de entre eles eram um par de tesouras."




O último livro editado pela Livros de Areia, A sereia de Curitiba vai ser apresentado hoje na FNAC do Colombo, a partir das 18:30 horas, por Fernando Alvim com a presença do escritor do livro, Rhys Hughs.

aqui está mais um desenho que fiz para o livro.

5.10.07

/// capa do livro A Sereia de Curitiba





Aqui está a capa do livro de Rhys Hughes, A Sereia de Curitiba, editado pela Livros de Areia com design de Pedro Marques e com tradução Safaa Did, que estará à venda a partir de meados do mês (PVP 17€) e que será apresentado em Lisboa nos dias 24, englobado num programa do BC, em que o Rhys fará uma leitura no Café no Chiado e no dia 25 na sede do British Council, pelas 21:00h e também como já foi aqui dito, dia 26 na FNAC do Colombo, às 18:30h com a presença de Fernando Alvim.

© capa: 2007 Livros de Areia Editores Lda. / Design: Pedro Marques


1.10.07

/// dia 26, encontro com papagaios




Está confirmado, que no dia 26 de Outubro, na Fnac do Colombo em Lisboa, a apresentação dos novos livros editados pela Livros de Areia, que vai ser marcada com a presença do Rhys Hughes, autor dos livros, Uma Nova História Universal da Infâmia e agora com este novo, que será publicado apenas em língua portuguesa, A Sereia de Curitiba. Está também confirmado a presença do Fernando Alvim (uma das vozes na Antena3 e o rosto na SIC Radical e que dirige também esta revista 365). Eu também lá estarei, acompanhado com as projecções dos desenhos que fiz para o livro, juntamente com a editora de Livros de Areia.

Contamos também com a vossa simpática presença!
Até então!
aqui está mais um desenho do livro.

26.9.07

/// apresentação da sereia




Pois é, já terminei os desenhos que andava a fazer para o livro, A Sereia de Curitiba de Rhys Hughes, que vai ser editado pela Livros de Areia e sairá entre o final de Outubro e o início de Novembro, juntamente com mais dois livros, Pequenos Mistérios de Bruce Holland Rogers e O Sonho de Borges de Blanca Riestra.

Já se pode também espreitar o aspecto das capas destes livros, com design gráfico de Pedro Marques, no blog da editora em livrosdeareia.blogspot.com.

Estes livros, serão posteriormente apresentados na Fnac do Colombo em Lisboa, acompanhados com projecções dos desenhos do livro.

Só para aguçar a curiosidade, apresento aqui, a sereia que fiz para um dos contos. Posteriormente colocarei outros desenhos, deste livro cheio de contemplações mágicas e encontros misteriosos.

A não perder!

12.6.07

/// A primeira pérola encontrada




"Quando luas e relógios de sol se encontram, o resultado é frequentemente anormal."


Aqui apresento a primeira pérola encontrada no fundo do mar, para um dos contos do livro, A Sereia Curitiba, de Rhys Hughes, a ser editado pela Livros de Areia.


24.5.07

/// uma nova brisa na minha mesa de trabalho





Aqui está uma fotografia tirada da minha mesa de trabalho, em que estou a cozinhar algumas ilustrações, para o livro que vai sair neste Verão, editado pela Livros de Areia, do indomável autor Galês, Rhys Hughes que escreveu a brincar com as palavras de língua portuguesa, A Sereia de Curitiba.

O trabalho de ilustração deste livro que esta Editora me propôs tem-me dado bastante prazer, até ao momento, visto também gostar de livros e ilustração. Ainda por cima, vinda duma nova Editora, em que tive oportunidade de conhecer outros livros já publicados e ter gostado dos trabalhos anteriores já editados, onde tentam marcar a diferença, recorrendo aos autores que não são muito divulgados no mercado nacional e apostar em novos ilustradores ou artistas plásticos portugueses, que estão em fase de desenvolvimento, nesta montra de novos ilustradores portugueses, desafiando-os a compor uma estética no livro, fresca, pessoal e moderna. Dando assim novas oportunidades de poder conciliar os textos com imagens de linguagens ainda pouco espalhadas, apostando na criatividade e particularidades dos diferentes ilustradores que colaboraram com esta editora. O que para mim é uma valorização acrescida, pois poder conciliar os meus desenhos com a liberdade de poder casar com este livro, foi como estar a receber a brisa das ilhas dos sonhos.

Por isso, vou tentar mergulhar bem fundo e tentar apanhar as pérolas que encontrar escondidas no fundo deste mar, e oferecê-los a todos os leitores que também amam a leitura ilustrada.





colocarei mais ilustrações quentinhas!!!


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A new breeze on my desk

Here is a photo that I took from my desktop, where I am cooking some illustrations for the new book that will come out this summer, edited by “Livros de Areia”, the indomitable author of thi book, Rhys Hughes, wrote this book in ingles and will be translated and published only in portuguese, playing with the words of portuguese language, “A Sereia de Curitiba”.

From the moment the Publisher proposed me to illustration this book, it gave me much pleasure, seeing I also like books and illustration. Moreover, coming from a new and young Publisher, and, which I had the opportunity to meet other books already published and liked the previous work already edited, were they try to make a difference, using authors, that are not disseminated in the national market and betting on new portuguese illustrators or visual artists, who are in the development phase, this showcase of new illustrators Portuguese, challenging them to compose a fresh aesthetic for the book, as also personal and modern. Giving new opportunities so you can reconcile the texts with images of languages still somewhat scattered, betting on creativity and particularities from different illustrators who collaborated with the publisher. What to me is an increased recovery, to reconcile my drawings with freedom and able to marry them in this book, it is like receiving the breeze of the islands of dreams.

Therefore, I will try to dive and find from the bottom of this sea, some of the hidden pearls, and offer them to all the readers who also love to read illustrated books.

/// In future, I will put some more illustrations coming out the sea!!!